Devemos comemorar o natal?

Olá amigos, tudo bem? Estava bolando algumas coisas para escrever sobre o natal, foi então que li um belíssimo texto no Voltemos ao Evangelho falando sobre comemorar (ou não) o natal. Gosto de criar meus próprios textos, mas esse merece um “Ctrl+C – Ctrl+V” =P

Muito se tem falado contra o Natal. Os principais argumentos são (1) origens pagãs ou católicas, (2) a influência mercadológica nos dias de hoje e (3) uma suposta violação do princípio regulador do culto. Apesar de haverem pontos válidos, no VE não cremos que haja qualquer impedimento bíblico para os cristãos comemorarem o nascimento de Cristo – atenção, comemorar o nascimento de Cristo – em uma data qualquer (ou no dia 25 de Dezembro). Iremos abaixo apresentar resumidamente alguns argumentos e referências sobre o assunto.

Em 2010 postamos um texto de John Piper onde ele trata sobre a relevância da origem pagã do Natal. John MacArthur respondendo a pergunta “os cristãos devem celebrar o natal?” argumenta:

As Escrituras não ordenam especificamente que os crentes celebrem o Natal — não há “Dias Sagrados” prescritos que a igreja deva celebrar. De fato, o Natal não era observado como uma festividade até muito após o período bíblico. Não foi antes de meados do século V que o Natal recebeu algum reconhecimento oficial.

Nós cremos que o celebrar o Natal não é uma questão de certo ou errado, visto que Romanos 14:5-6 nos fornece a liberdade para decidir se observaremos ou não dias especiais:

Um faz diferença entre dia e dia, mas outro julga iguais todos os dias. Cada um esteja inteiramente convicto em sua própria mente. Aquele que faz caso do dia, para o Senhor o faz. E quem come, para o Senhor come, porque dá graças a Deus; e quem não come, para o Senhor não come, e dá graças a Deus (Romanos 14: 5-6).

De acordo com esses versos, um cristão pode, legitimamente, separar qualquer dia — incluindo o Natal — como um dia para o Senhor. Cremos que o Natal proporciona aos crentes uma grande oportunidade para exaltar Jesus Cristo.

Mark Driscoll diz que quando se trata de questões culturais os cristãos têm três opções: Rejeitar, Receber ou Redimir.

Receber – Há coisas na cultura que fazem parte da graça comum de Deus a todas as pessoas, as quais um cristão pode simplesmente receber. É por isso que, por exemplo, estou digitando em um Mac e vou postar neste blog na internet sem ter que procurar um computador ou um formato de comunicação expressamente cristãos.

Rejeitar – Há coisas na cultura que são pecaminosas e não benéficas. Um exemplo é a pornografia, que não tem valor redentor e deve ser rejeitada por um cristão.

Resgatar – Há coisas na cultura que não são ruins em si mesmas, mas podem ser usadas de uma forma pecaminosa e, portanto, precisam ser resgatadas pelo povo de Deus. Um exemplo que teve grande repercussão na mídia é o prazer sexual. Deus fez nossos corpos para, entre outros fins, o prazer sexual. E, embora muitos tenham pecado sexualmente, como cristãos, devemos resgatar este grande dom e todas as suas alegrias, no contexto do casamento. [1]

Dentro dessa perspectiva, há aqueles que rejeitam o Natal (e não há problema nenhum, desde que se atentem as repreensões de Paulo em Romanos 14). Cremos, contudo, que temos a oportunidade de resgatar esta festividade, usando-a para os seguintes fins:

Primeiro, a temporada de Natal nos lembra das grandes verdades da Encarnação. Recordar as verdades importantes sobre Cristo e o evangelho é um tema prevalecente no Novo Testamento (1 Coríntios 11:25; 2 Pedro 1:12-15; 2 Tessalonicenses 2:5). A verdade necessita de repetição, pois nós facilmente a esquecemos. Assim, devemos celebrar o Natal para recordar o nascimento de Cristo e nos maravilhar ante o mistério da Encarnação.

O Natal também pode ser um tempo para adoração reverente. Os pastores glorificaram e louvaram a Deus pelo nascimento de Jesus, o Messias. Eles se regozijaram quando os anjos proclamaram que em Belém havia nascido um Salvador, Cristo o Senhor (Lucas 2:11). O bebê deitado na manjedoura naquele dia é nosso Senhor, o “Senhor dos senhores e Rei dos reis” (Mateus 1:21; Apocalipse 17:14).

Finalmente, as pessoas tendem a serem mais abertas ao evangelho durante as festividades de Natal. Devemos aproveitar desta abertura para testemunhar a eles da graça salvadora de Deus, através de Jesus Cristo. O Natal é principalmente sobre o Messias prometido, que veio para salvar Seu povo dos seus pecados (Mateus 1:21). A festividade nos fornece uma maravilhosa oportunidade para compartilhar esta verdade.

Embora nossa sociedade tenha deturpado a mensagem do Natal através do consumismo, dos mitos e das tradições vazias, não devemos deixar que estas coisas nos atrapalhem de apreciar o real significado do Natal. Aproveitemo-nos desta oportunidade para lembrar dEle, adorá-Lo e fielmente testemunhar dEle. [2]

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Grande abraço a todos! Um feliz Natal!
E aguarde, 2014 tá chegando, e novidades vem por aí! (;

#DiadeVídeo #08 – A inovação da solidão.

Como podemos ver no vídeo, a solidão vem se transformando, vem se moldando ao nosso mundo atual, ao nosso mundo tecnológico e individualista.
Nós como cristãos devemos tomar muitos cuidados com tudo isso, com todas essas coisas ruins que nos cercam, e que estão esperando uma oportunidade para nos abocanhar. Um simples vacilo pode ser fatal.
Não somente a solidão, ou o individualismo, é problema. Vai muito além disso!

Em Timóteo 3:1-5, na versão de Eugene Peterson (A Mensagem) diz:

Não seja ingênuo. Tempos difíceis vêm por aí. À medida que o fim se aproxima, os homens vão se tornando egocêntricos, loucos por dinheiro, fanfarrões, arrogantes, profanos, sem respeito para com os pais, cruéis, grosseiros, interesseiros sem escrúpulos, irredutíveis, caluniadores, sem autocontrole, selvagens, cínicos, traiçoeiros, impiedosos, vazios, viciados em sexo e alérgicos a Deus. Eles vão fazer da religião um espetáculo, mas nos bastidores se comportam como animais. Fique longe deles!

Aí eu me pergunto: Como ser igreja no meio de tantos problemas? Ser igreja que vive em comunidade, onde todos se conhecem intimamente, onde todos se ajudam…?

Creio que um dos nossos maiores erros é não querer nos separar, nos dividir, ou melhor, nos multiplicar. Fazendo assim, com que as “igrejas”* somem muitos membros, e consequentemente, fazendo com que pessoas fiquem sobrando. Assim como o corpo humano tem um número exato de membros, e quando falta ou temos algum deles em excesso, temos certas dificuldades para realizarmos determinadas tarefas, também é a igreja. Se faltam membros, ela não funcionará perfeitamente, e se tem em excesso, estes não terão atividades a exercer, fazendo assim com que os demais tenham certas dificuldades para realizar suas tarefas.
Temos que tomar muito cuidado com o que nos cerca, para que não caiamos nas armadilhas ao nosso redor.

Uma sugestão para o excesso de membros: Pequenos grupos de estudos são essenciais para a sobrevivência dos cristãos, onde todos possam se conhecer e ajudar uns aos outros.

Então vamos praticar! Vamos ser igreja! Vamos viver comunidade!

Obs.: O “*” significa que a igreja citada é a igreja de pedra, mais conhecida como templo.

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Forte abraço!

Queremos a graça, mas sem cruz

cruz

Temos querido a graça, mas sem cruz. A ansiedade por tornar Cristo conhecido tem provocado uma mercantilização de sua graça, oferecida segundo as leis da publicidade. Os cristãos não conseguem conviver com a ideia que a estrada da salvação é estreita e tratam de alargá-la para caber todo mundo, mesmo os que não querem carregar a cruz. Precisamos de uma boa teologia do pacto, não aquela dominada pelo legalismo, mas aquela plena da noção de parceria Deus-homem, a partir da verdade bíblica que a intimidade do homem para com Deus é para aqueles que o temem, aos quais Ele faz conhecer a aliança (Sl 25.14).

Trecho do livro “Igreja. Acabou?” de Israel Belo de Azevedo.